Sobrevivência e Pac-Man

O Pac-Man é um jogo de 1980 e até hoje é muito popular. No Brasil, ficou conhecido como o "Come-Come". 

O objetivo do jogo é fazer o personagem percorrer o labirinto e comer o maior número possível de bolinhas (frutas, doces, etc.) e não ser pego pelos fantasmas: "o apelo fundamental do jogo, que foi replicado por muitos outros desde então, é o prazer hipnótico de ver uma criaturinha consumindo gulodices" - Bee Wilson, no livro Como Aprendemos a Comer.


Foto: Divulgação/Bandai Namco

Gulodices. Os doces são uma linguagem não verbal comum em todas as partes do mundo. Qualquer criança consegue reconhecer seu cheiro e cores. Também saber que isto é máximo. Sem dúvida, é mais gratificante observar alguém comer um doce bem gostoso do que verduras. E os desenvolvedores de jogos sabem muito bem como apelar para este sentimento. 

Sim, sentimos prazer em alimentar. Mesmo que isto seja imaginário como num jogo, mas a emoção que sentimos é real. Isto está relacionado a nossa sobrevivência. O prazer que sentimos alimentando nossos filhos, por exemplo, como perpetuação da nossa espécie, nosso DNA. Mágico.
O mesmo mecanismo de sobrevivência é acionado diante de perigos, grandes ameaças, como uma doença invisível que ataca o mundo. E imediatamente, sentimos a necessidade de proteger os nossos.


Nesta animação divertida da #timesnetwork, une o princípio do jogo, mas desta vez os "inimigos" fantasmas é que fogem e se isolam do vírus.



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Referências 
Wilson, Bee. Como Aprendemos a Comer: Por que a alimentação dá tão errado para tanta gente e como fazer escolhas melhores. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Zahar, 2017. 

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